Wednesday, November 26, 2008

Membro da coordenação do Petir participa de elaboração do Plano de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil

A coordenadora pedagógica do Petir, Socorro Belisário, é membro da comissão de elaboração do Plano Operativo de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil de Bayeux, cuja elaboração será iniciada em um seminário que acontecerá nos próximos dias 04 e 05 de dezembro. Os últimos preparativos para o evento, que será realizado no Lar Fabiano de Cristo, das 08h às 17h00, serão discutidos pela comissão, durante reunião na sede da Prefeitura de Bayeux, na próxima sexta-feira (28).

Lançamentos locais do documentário “A que preço?”

O objetivo inicial do documentário “A que preço?”, lançado no dia 11 de novembro, na Assembléia Legislativa da Paraíba, é contribuir com o debate sobre o problema do Trabalho Infantil, nas rodas de diálogo e oficinas promovidas pelas entidades parceiras do Petir – ACNV, Pamen e Casa Pequeno Davi. Para potencializar esta ação estão sendo organizados vários eventos de lançamento do curta-metragem nos núcleos da Pastoral do Menor e da ACNV.
Confira as datas e locais:

Núcleos da Pastoral do Menor

11 de dezembro - Várzea Nova
Local: Escola Municipal Carlos Arnóbio
Horário: 15h30

17 de dezembro - Bayeux
Local:Ginásio de Esporte São Bento
Horário: 15h00

19 de dezembro - Santa Rita
Local: Auditório do Fórum da Justiça (Santa Rita)
Horário: 8h30

ACNV

15 de dezembro - Casa Novo Futuro / Sapé
Público: Cerca de 150 crianças e adolescentes da ACNV
Horário: 11h00 - após a exibição do vídeo os educandos participarão de um almoço especial.

16 de dezembro - Casa Novo Futuro / Sapé
Público: Cerca de 200 famílias e representantes de instituições governamentais e não-governamentais.
Horário: 15h00

Novas rodas de diálogo e encontros de avaliação

As datas das últimas rodas de diálogo promovidas pela ACNV e Pastoral do Menor, através do Petir, em 2008, já estão programadas, bem como os encontros para avaliação destas e de outras ações desenvolvidas pelas entidades.

Pastoral do Menor

26/11 – Rodas de diálogo com exibição do documentário “A que preço?” para educadores e demais funcionários da Escola Estadual Trancredo Neves (Bayeux), no turno da manhã (às 9h) e à tarde (15h).
26/11 - Encontro de avaliação com os adolescentes da Casa da Menina e do Menino de Bayeux, às 19h00.

ACNV

27/11 – Oficina com familiares do PETI, no Centro Social Urbano (CSU) de Sapé, às 14h00.
11/12 – Oficina com educadores do PETI, às9h00, na sede deste Programa em Sapé, que fica no Conjunto Santa Marina.
08/12 a 12/12 – Encontro de avaliação com crianças e adolescentes da ACNV, na Casa Novo Futuro.
17/12 a 19/12 – Encontro de avaliação com educadores da ACNV, no auditório da Creche Nova Vida.

*Em breve, novas informações sobre as ações do Petir, realizadas pela Casa Pequeno Davi.

Friday, November 21, 2008

Documentário conquista espaços

Lançado há pouco mais de uma semana, o documentário "A que preço?", produzido pelo Petir, tem conquistado espaços importantes para a divulgação de sua mensagem. Além de estar sendo exibido durante a programação da TV Assembléia, o vídeo foi apresentado para participantes do Projeto Escola que Protege, na tarde da última segunda-feira (17), e foi, ainda, uma das atrações da abertura do I Seminário para Construção do Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil, realizado na última quinta-feira (19), no auditório do Sebrae-PB, em João Pessoa (foto à esquerda). Este foi mais um espaço significativo, já que o Seminário contou com mais de 120 participantes.

A Rua e o Trabalho Infantil

Uma pesquisa realizada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, em parceria com a UFPB, revelou que de 1.134 crianças e adolescentes em situação de rua na cidade de João Pessoa, 74% exercem algum tipo de trabalho. Conforme a coordenadora da pesquisa, prof. Dr. Fátima Pereira (à direita), esse dado é muito significativo, pois a intenção de trabalhar foi apontada por 69% dos pesquisados como motivação que os levou para as ruas, ou seja, um percentual menor que o daqueles que, realmente, trabalham. “Isso mostra que, mesmo que a motivação inicial não seja trabalhar, essas crianças e adolescentes acabam no trabalho infantil”, destacou Fátima.
A maior parte das 830 crianças e adolescentes que trabalham nas ruas da Capital - 25,7% - atua como vendedor (a) de produtos dos mais variados como frutas, hortaliças e bijouterias. Outros pesquisados trabalham, ainda, como fretistas (13,8%), olheiros (7,8%), catadores de lixo (5,8%) e feirantes (4,8%). Ao todo foram catalogadas 36 atividades diferentes desempenhadas por estas crianças e adolescentes.
Além de trabalhar, 24,5% dos pesquisados faz uso da rua para brincar, 13,5% perambulam, 9,4% pedem esmola e 4,1% usam drogas. No total, foram identificadas 1.256 crianças e adolescentes em situação de rua, mas 122 não puderam ser entrevistados por motivos como a não autorização dos acompanhantes, recusa em participar da pesquisa, o fato de estarem dormindo ou consumindo drogas.

Problema nacional

"É uma indecência deixar uma criança que tem o desejo de sair das ruas sem uma resposta positiva”. A afirmação é do coordenador da ação de mobilização nacional “Criança não é de rua”, Bernardo Rosemeyer (à esquerda), que esteve esta semana em João Pessoa, durante o lançamento da campanha no Estado e o I Seminário para Construção do Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil.

A Campanha já conquistou a adesão de mais 300 entidades em todo o país. A falta de estatísticas que delimitem com clareza um quadro geral das crianças em situação de rua no país foi uma das dificuldades apontadas por Rosemeyer no tocante à proteção e preservação dos direitos desses pequenos brasileiros. “Sabe-se, por exemplo, quantas cabeças de gado existem no país, mas, até hoje, não se sabe quantos meninos e meninas estão nas ruas do Brasil, seja em situação de trabalho ou de morar na rua”, frisou ele.

Parceiros do Petir participam do lançamento da campanha "Criança não é de rua"

























Representantes das entidades parceiras na realização do Petir - Casa Pequ
eno Davi, Pastoral do Menor e ACNV - marcaram presença no lançamento da campanha "Criança não é de rua", realizado na última terça-feira (18), no auditório do Sebrae-PB.
A abertura do evento contou com a apresentação do grupo Canto Pequeno (à esquerda), formado por crianças da oficina de flauta da Casa Pequeno Davi. A vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Rose Veloso, que é também coordenadora do Petir foi uma das componentes da mesa debatedora do evento.
Atualmente, fala-se muito de aborto e é preciso estarmos atentos aos abortos sociais em nossa realidade municipal e estadual, que têm na pobreza, na falta de emprego para os adultos e na violência intra-familiar algumas de suas causas. A questão da criança em situação de rua não é um problema de polícia, é problema social e como tal deve ser tratado", destacou Rose Veloso (a segunda da esquerda para a direita), durante sua fala.