Wednesday, October 15, 2008

Rodas de Diálogo da Pamen

Se depender do Petir, a rede de discussão sobre o Trabalho Infantil deve crescer ainda mais até o mês de dezembro. Para se ter uma idéia, o Projeto já agendou rodas de diálogo e encontros com famílias, até o mês de dezembro, nas cinco comunidades onde está presente, através da Pastoral do Menor - Mangabeira, Geisel, Grotão, Várzea Nova (Santa Rita) e Bairro do Sesi (Bayeux).
Confira abaixo alguns registros das últimas rodas de diálogo e as datas dos próximos encontros:

Roda de diálogo com famílias na Escola Municipal Berenice Ribeiro (Bayeux)

Adolescentes da Casa da Menina e do Menino (Bayeux) durante oficina sobre Trabalho Infantil

Educadores de Várzea Nova (Santa Rita)

21-10-08 - Rodas de Diálogo com famílias na Escola Municipal Severino Bezerra Cabral - Várzea Nova - Turnos: Manhã e Tarde.
23-10-08 - Rodas de diálogo com familiares na Escola M. Maria Ruth - Geisel - Turnos: Manhã (09h30) e Tarde (15h30)
28-10-08 – Reunião com famílias em Mangabeira, às 14h00.
30-10-08 - Roda de Diálogo com Educadores na Escola M. Tharcilla Barbosa - Grotão - Tarde (16h00)
31-10-08 - Rodas de Diálogo em Mangabeira - Manhã (09h00) e Tarde (14h00)*
06-11-08 - Roda de Diálogo em Mangabeira - (Manhã 09:00h Tarde 14:00h)*
10-12-08 – Reunião com Famílias e avaliação na Casa da Menina e do Menino Bayeux - Noite (19h00)

*Nomes das escolas a confirmar.

Saturday, October 11, 2008

Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil será discutido terça-feira

Instituído pela Lei Ordinária nº 8.316, em setembro de 2007, o "Dia Estadual de Combate ao Trabalho Infantil na Paraíba" é lembrado neste sábado – 11 de outubro. Uma iniciativa importante para o fortalecimento desta luta, em João Pessoa, é a criação do Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil. Para tratar da elaboração deste documento, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA-JP) realizará uma reunião, na próxima terça-feira (14). Secretários municipais, representantes de fóruns e redes de proteção à criança e ao adolescente foram convidados para participar do encontro, que acontecerá das 14h00 às 18h00, no auditório do CECAPRO, localizado na Avenida Epitácio Pessoa.
A expectativa dos organizadores do evento é que a presença dos titulares das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social (Sedes), de Educação e Cultura (Sedec), de Saúde (SMS) e de Turismo (SETUR) fortaleça a iniciativa, já que esses órgãos são parceiros estratégicos na luta contra o Trabalho Infantil.

"Esperamos poder contar com o apoio de todos para que iniciemos os trabalhos de elaboração do Plano", afirma um dos representantes do Fepeti (Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente) na reunião, Dimas Gomes. De acordo com ele, que é também coordenador administrativo da Casa Pequeno Davi e coordena na entidade o Petir, o Plano sera lançado no dia 12 de junho de 2009, quando é lembrado o "Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil".

Wednesday, October 8, 2008

Pesquisa com beneficiados do Petir será divulgada nas próximas semanas


O Projeto Erradicação do Trabalho Infantil em Rede (Petir) deverá divulgar, nas próximas semanas, o resultado de uma pesquisa, realizada com crianças e adolescentes integradas às entidades parceiras do projeto - Casa Pequeno Davi, Pastoral do Menor e ACNV (Sapé). O objetivo do levantamento é traçar um perfil dos beneficiados pelo projeto e mostrar o que este público pensa sobre o Trabalho Infantil.

Todos os entrevistados da Casa Pequeno Davi e da Pastoral do Menor estão ligados ao programa federal Peti - na zona urbana de Sapé, cidade onde instalada a ACNV não existe Peti, apesar de o trabalho infantil ser constante nas ruas da cidade. Mesmo assim, a coordenação do Petir acredita que as respostas das crianças e adolescentes incluídas no programa federal representa um recorte importante para a
pesquisa, uma vez que, são pessoas que tiveram a experiência do trabalho precoce e hoje têm a oportunidade de refletir sobre isso.


A partir dessas informações, o Petir pretende traçar também um comparativo com os dados da última PNAD e observar até que ponto a realidade do público-alvo do projeto reflete o quadro nacional do Trabalho Infantil.
Foto: Eduardo Chaves

Monday, October 6, 2008

Etnia e educação

Como nos pensamos etnicamente? Como o educador pode fazer da inclusão étnico-racial uma realidade através de suas atividades?
Estas foram algumas das questões que nortearam o debate entre educadores da Casa Pequeno Davi, na tarde do último dia 1°, durante uma formação sobre o tema "Inclusão étnico-racial, marco legal da educação". A roda de diálogo, cuja facilitadora foi Ana Raquel de Oliveira França, motivou os profissionais a discutirem formas de apresentação do tema, que será trabalhado ao longo do mês de outubro na Casa, através de oficinas e atividades de projetos executados pela entidade como é o caso do Petir.
A questão étnico-racial é um dos temas transversais do projeto, haja vista os altos índices de crianças e adolescentes afro-descendentes que trabalham. Para subsidiar a discussão sobre o recorte "Trabalho infantil e etnia", o projeto deverá analisar ainda esta semana os dados de um levantamento realizado com crianças e adolescentes das três entidades onde é desenvolvido - Casa Pequeno Davi, Pastoral do Menor e ACNV.
Em volta de símbolos da cultura afro, os educadores
revelaram suas experiê
ncias com a temática.


Os profissionais revisaram as leis que permitiram a inclusão racial no país e
debateram dados de uma pesquisa (pré-teste) com os educandos sobre etnia.

Tuesday, September 30, 2008

Quem são as crianças e adolescentes trabalhadores no Brasil?

Meninos negros/pardos e pobres. Esse é o perfil da maior parte dos 4,8 milhões de crianças e adolescentes trabalhadores do Brasil, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2007, divulgada pelo IBGE, no último dia 18. Essa realidade, certamente, se reflete na Paraíba, onde o índice de ocupação das pessoas entre cinco e 17 anos, registrado pela PNAD, foi de 11,3%.
Em todo o país, 65% das crianças e adolescentes trabalhadores são meninos. Um total de 59,5% dos trabalhadores mirins são pretos ou pardos. A PNAD também confirmou um dado que já parecia óbvio: quanto menor a renda familiar, mais cedo a criança entra no mundo do trabalho. Uma observação sobre o rendimento médio domiciliar mensal, no âmbito do trabalho infantil, demonstrou que entre todas as faixas etárias a que convive em residências com a menor renda média (R$ 189,00) é que tem entre 05 a 09 anos.

Monday, September 22, 2008

PNAD 2007: Trabalho infantil diminui, mas jornada de trabalho das crianças aumenta

Da Agência Brasil

Cerca de 300 mil crianças deixaram de trabalhar no ano de 2007, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (18). Por outro lado, entre os meninos e meninas que não conseguiram deixar o trabalho, a jornada aumentou em cerca de uma hora.

O estudo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que no ano passado 4,8 milhões de brasileiros com idade entre 5 e 17 anos estavam trabalhando, o que representava cerca de 10,8% das crianças e adolescentes de todo o país nessa faixa etária.

Em relação ao número de horas trabalhadas, a maioria (30,5%) tinha uma jornada semanal de 40 horas ou mais. Em 2006, esse taxa era de 28,6%.

Embora o contingente de trabalhadores com idade entre 5 a 13 anos, proibidos por lei de exercer qualquer tipo de jornada, tenha diminuído 0,5 ponto percentual na passagem de ano, esse grupo integra a faixa que mais teve acréscimo de horas trabalhadas.

De acordo com o economista do IBGE Cimar Azeredo, a redução do trabalho infantil e a saída de pessoas dessa situação, de uma forma geral, pode ter evidenciado uma outra parcela de crianças que trabalharam mais do que as demais.

“O grupo que está reduzindo pode ser daquele que trabalha menos, está fazendo um bico, passando férias e que é mais fácil de ser resgatado, podendo não estar comprometido com o sustento da família, com o mercado”, disse Azeredo.

A Pnad também mostra que, quanto mais nova a criança, maior a chance de estar em atividades agrícolas. Na faixa etária de 5 a 13 anos, 60,7% estão no setor, considerado o mais pesado devido ao manuseio de ferramentas de corte e aos riscos de contato com animais peçonhentos, além do problema da falta de fiscalização.

O economista explica que, além das razões culturais que levam os pais a permitir que os filhos trabalhem, na expectativa de que as crianças aprendam um ofício, há a necessidade de complementar a renda familiar.

Nas casas onde há crianças que trabalham, contando com a sua participação, o valor da renda mensal per capita era de R$ 318 em 2007, enquanto a média do rendimento nos demais lares do país foi estimada em R$ 653 per capita.

Tuesday, September 16, 2008

Petir inicia gravações de documentário sobre Trabalho Infantil

Foram iniciadas, ontem, as filmagens para o documentário sobre Trabalho Infantil produzido pelo Projeto Erradicação do Trabalho Infantil em Rede. As gravações, que continuarão até o próximo sábado, serão realizadas em João Pessoa, Sapé, Santa Rita e Bayeux. A primeira tarde de gravações entusiasmou a equipe, que entrevistou a orientadora educacional da Escola Frei Afonso e realizou uma enquete com pessoas que passavam pela Lagoa, no Centro da Capital.
"Você acha certo crianças e adolescentes trabalharem?", Várias pessoas responderam à enquete acima. Entre a reafirmação dos mitos sobre o Trabalho Infantil e o discurso de proteção à criança e o adolescente, a diversidade de opiniões foi valorizada para garantir um trabalho próximo da realidade.